Posts de Julho 24th, 2009|Página de posts diários

Novo pedágio na Castelo: entrar e sair da Região Oeste só pagando

 

 O Rodoanel recentemente foi todo pedagiado

Com a desculpa de reduzir preços dos atuais pedágios da região, a Via Oeste que detém a concessão publica para explorar as rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares começa nos próximos as obras de construção de praças de pedágio no quilometro 20 da rodovia Castelo Branco.

Com isso, o motorista que for a capital saindo de Jandira, Itapevi, Barueri, Carapicuíba e Osasco e vice-versa, perdem o direito de transitar pela rodovia  Castelo Branco, sem pagar nada, já que nas marginais a cobrança já existe, mas até então se tinha opção.

A concessionária justifica a construção argumentando que haverá redução no atual pedágio nos quilômetros 33 e 20. Segundo números da Viaoeste, circulam diariamente cerca de 90 mil veículos pela rodovia nos dois sentidos. Com o novo pedágio mesmo com tarifa reduzida, a empresa ganhara mais de 7,56 milhões por mês, o que representa anualmente um lucro de mais de 90 milhões por ano.

As obras do Projeto Cebolão, desenvolvidas pela empresa ajudarão em muito o trânsito na rodovia, mas em contra partida, a abertura de dois novos pedágios trarão ao motorista um custo altíssimo para circular pela região oeste da Grande São Paulo. Apesar das propagandas de melhorias, as cidades da região oeste estão cercadas por pedágios e nosso direito de ir e vir fica condicionada ao pagamento de pedágio.  

Cercada por pedágios

Com isso, toda região agora é cercada por pedágios e qualquer cidadão que se desloque pelas rodovias estaduais que cortam a região, necessáriamente irão pagar por isso. E um questionamento tem que ser feito. Se já pagamos nossos impostos, porque temos com a desculpa de melhorias pagar novamente, só que desta vez para empresas que visam o lucro, e quê  lucro.

Diretório estadual do PT suspende decisão que cassou Gê

Com um efeito suspensivo, o diretório regional do Partido dos Trabalhadores (PT) garantiu ao vereador Geraldo Teotônio da Silva, o Gê, a permanência nos quadros do partido. Recentemente o diretório do PT de Jandira, na grande São Paulo, expulsou o vereador de seus quadros contrariando uma decisão do Conselho de Ética que pediu o arquivamento do processo.

Com a decisão, o diretório estadual tem agora sessenta dias para julgar o mérito, mas inicialmente, Gê permanece filiado e com todos os direitos. Fontes do PT informaram que a forma com foi tocado o processo é estranha, já que o próprio conselho que tem poder de decisão não recomendou a expulsão.

Ao comentar sua a tentativa de expulsão Gê disse que está havendo uma “caça as bruxas” e que tem certeza que a maioria dos filiados não apoiou a iniciativa. Para ele está havendo uma retaliação devido ter de certa maneira “peitado” algumas lideranças, ainda mais ao disputar a previa de 2008. Ainda segundo ele, alguns companheiros parecem ter aversão ao seu crescimento político e o respeito que ele adquiriu dos petistas e de toda população pelos seus quase 17 anos de vida pública.

No PT,  em nas principais rodas de conversas políticas da cidade, a expulsão de Gê causou espanto, e muitos acreditam ser mais uma manobra para enfraquecer ou mesmo impedir que Gê dispute uma vaga na Assembléia, juntamente com o ex-prefeito Paulinho ou Julinho em 2010.  Gê como todos sabem é um desafeto de Bururu que não vai facilitar sua permanência no PT, haja vista seu interesse claro em voltar a cadeira de prefeito em 2012.

Ele (Bururu) ganhou o primeiro “round” vencendo as prévias de 2008 e impedindo a candidatura dada como certa de Gê a prefeito. Resta saber se agora ele conseguirá ser a liderança que una o partido em torno de seu projeto político e pessoal. Seja como for, 2010 será um divisor de águas na política brasileira, e em Jandira mais ainda mais.

A questão da permanência de Gê nos quadros do PT é incerta, mas terá que ter uma solução rápida, é o que se espera, e enquanto isso Gê usa de credibilidade para fazer o chamado “lobby” aos companheiros do PT, lideranças nacionais e regionais para que seus projetos, também pessoais e políticos, continuem vivos.