Câmara de Barueri vota contra diploma para jornalistas
Sob orientação do lider do governo na Câmara de Barueri,vereador Eduardo Gatti (PSB) os demais vereadores votaram contra o projeto do também vereador , prof Agnério Neri Ferreira (PT), que através do projeto de lei 122/09 que previa que os profissionais, em particular jornalistas, publicitários e relações públicas só seriam contratados em regime de comissão ou concurso público se tivessem diploma de nivel superior.
A bancada do ” amém” ao prefeito, votou silenciosa, mas antes disso ouviu da tribuna o autor do projeto prof Agnério defender sua proposta. Por outro lado, o lider do prefeito Eduardo Gatti (PSB) mostrando-se totalmente alheio e sem conhecimento algum sobre o tema. Ele defendeu que o processo que cassou o diploma foi democrático e que qualquer pessoa pode exercer a profissão de jornalista.
Já para o Prof Agnério a formação superior é importante e relembrou que o voto que culminou com a cassação do diploma proferida pelo ministro do STF Gilmar Mendes comparou a profissão de jornalista a um cozinheiro ” nada contra quem cozinha, mas essa comparação é no mínimo descabida, disse.
Nos bastidores alguns parlamentares disseram que a decisão foi politica, ou seja, há uma orientação clara de que projetos propostos pela oposição não passem e sejam arquivados. O fato é que na Câmara Municipal ampla maioria vota com o prefeito, independente se o projeto é bom, e se vier da oposição tem que ter o aval da liderança que através de um ato sumário decreta se aceita ou não.
Com isso, fica claro que a população é refem de um só pensamento politico, já que não há discussão, debates e teses contrárias na Câmara, mostrando que não há independência entre os poderes Legislativo e o Executivo. Talvez seja por isso que nos últimos anos a cidade não avançou em temas sociais, o que pode ser comprovado fazendo-se um levantamento dos projetos de cunho social e popular votado nos últimos anos.
A subserviencia é tão grande, que um parlamentar da base do govern0 votou contra ele mesmo, talvez sem saber que ele tem um assessor de imprensa que é formado, mas pode perder o emprego, já que qualquer um agora pode exercer a função de jornalista.